Entrevista #6 – Reflect

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Nos últimos tempos tenho visto que , não perceberam bem o motivo destas entrevistas, elas servem para dar a conhecer mcs, djs ou produtores ao publico novo, visto que o nosso hip hop encontra-se a crescer constantemente. Desta maneira mostro um bocado sobre os artistas mas também dou um bónus ao pessoal veterano que fica a saber do que se vai passar no ano 2009 e o que os artistas andam a preparar. Também quero lembrar que o site anda a procura de colaboradores e que esta procura acaba dia 10 de Junho. Link.

Mas deixando isto de parte hoje trago-vos uma entrevista com Reflect, poderão ver o seu trabalho através do seu site ou no seu myspace.Vamos então a entrevista, mas como normal vou vos deixar o videoclipe da musica Último acto, já sabem basta clicar em ler o Resto do Post.

Videoclipe Último acto

Entrevista

1.Como Começou o teu interesse pelo Hip-Hop?

O verdadeiro “click” aconteceu quando ouvi o “Sem Cerimónias”, dos Mind da Gap.
Identifiquei-me com as palavras de ordem, com o ritmo e com a força do que ouvira.

2. Que Podemos esperar de Reflect para o ano 2009?

Devido ao número de convites para apresentar o Último acto ao vivo, decidi voltar a pegar no disco, acrescentar algo aos temas e reinventar o espectáculo.
O alinhamento tem algumas versões inéditas e o grupo de dança OMG Family foi convidado a juntar-se à equipa.
Por agora estou concentrado em apresentar o disco ao vivo e não há mais planos para além disso.

3. Deixo-te já os parabéns pelo videoclipe, o que significou para ti a sua realização?

De parabéns está a equipa responsável pela existência do vídeo. O conceito e a execução foram da inteira responsabilidade deles.
Eu só posso ficar lisonjeado por ver que algo feito por mim inspirou o grande trabalho que eles apresentaram.
A minha “imagem” para o tema era completamente diferente, mas a ideia deles foi de encontro ao que quis transmitir quando escrevi o tema.

4. Que Podemos esperar da Kimahera para este ano?

Continuamos a trabalhar, todos os dias, para que a Kimahera possa continuar a existir e para que vão surgindo novos projectos.
O mais importante é que as coisas saiam com qualidade, de outra forma não estamos cá a fazer nada. Nunca quis ser mais um, logo não quero que a Kimahera seja apenas mais uma editora.
Posso adiantar que já temos o master do Bairrismundo fechado, restando apenas um ou outro pormenor para que as coisas se materializem.
Logo a seguir, “Palavra de Músico”, do Gijoe, que está em fase de mistura.
Temos ainda Tribruto (Gijoe + RealPunch + Kristo) a partir palcos por aí, com álbum à vista e Deep:her (Gijoe + emmy Curl).
Pelo meio das edições, vamos manter a postura a que vos habituamos, oferecendo alguns projectos / faixas no nosso site (cuja nova versão está a ser desenvolvida).
Mais informações e novidades, podem acompanhá-las em www.kimahera.com.

5. Andavam a pedir-me para te fazer esta pergunta, podemos esperar por um álbum novo?

Neste momento não me sinto capaz de fazer outro álbum.
Sinto que dei o que tinha para dar no Último acto e fazer algo só porque sim não faz parte dos meus planos nem tem nada a ver comigo.
Não há qualquer previsão nesse sentido.

6. Que achas do nosso Hip-Hop? Está a seguir um bom caminho ou cada vez seguimos para um comercialismo e cada vez a mais MCs sem cultura?

Eu sou bastante open-minded nesse aspecto; as pessoas têm liberdade e devem fazer com ela o que bem entendem.
Se eu gostar de uma música, ouço-a, caso contrário não o faço. Resumo as coisas a essa simplicidade e, para mim, isso sim é ser real.
Diferenças e gostos aparte, há que embarcar numa melhoria constante. Eu não escrevo, com 22 anos, o que escrevia com 16. Se eu não tivesse escrito o que escrevi com 16, não escreveria como uma pessoa de 22. Saibam dar tempo e espaço para que a evolução aconteça. Eu antes de prestar também não prestava.
Na medida do possível, tento acompanhar novos projectos que vão surgindo e é bom ver que há qualidade por aí.

7. Queres deixar alguma mensagem para os jovens que se encontram em início de carreira?

Não queiram ser “tipo” alguém. Sejam vocês próprios. Que a vossa personalidade se reflicta na vossa música, tornando-a única e especial para quem a ouve.
Aproveitando o facto de ser cada vez mais questionado sobre o assunto, estou a preparar um artigo a pensar em todos aqueles que enfrentam agora as dificuldades que eu tive de superar, aquando das primeiras gravações. Não vou adiantar mais sobre o assunto para já, quando estiver feito surge por aí.

Deixo-te aqui a melhor sorte com o teu trabalho desde a Kimahera às tuas rimas.

Obrigado pela oportunidade. Que tenham força e disponibilidade para continuar o vosso trabalho.

Abraço,

Reflect
reflect@kimahera.com
www.reflect.com.pt

Continuem a Lutar – Zona Hip Hop Tuga

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